(Roni Moraes)
Poeira no cantoUm sopro de vento
Espanta o silêncio
Árvores desnudas
Pela janela
O outono quer permanecer
Um pássaro mergulhador
Entre vítima e predador
O vidro do rio se fere
Corre o rangido
Bambuzais ao vento
Uma orquestra na coxia
Gritos na madrugada
O sereno e o silêncio
Desafiam-se no nada
Paredes de sapê
Corpo e alma
Ásperos de poeira
Esteira e assoalho
O silêncio que dorme
Depois do trabalho
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